quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Fio da Memória


13 de maio | quinta-feira | 19h30

Pois a memória de um povo não pode estar por um fio...

Trata-se de um documentário precioso, porém raramente conhecido, perto dos outros trabalhos de Eduardo Coutinho – um dos mais importantes documentaristas brasileiros. O Fio da Memória foi escolhido para exibição no mês de maio, pois este é um mês em que, mais que comemorações, devem ser feitas reflexões críticas sobre o processo que levou à conquista da abolição da escravidão, ocorrida há pouco mais de 120 anos.

Como fio condutor da narrativa, o cineasta trará à tela a vida do artista Gabriel Joaquim dos Santos, nascido em 1882 no interior do Rio de Janeiro. Filho de escravos, Gabriel construiu a Casa da Flor, uma casa feita com entulhos e decorada com cacos de garrafas. Essa casa foi considerada por alguns como uma obra de arte similar às construções do arquiteto Gaudí, na Espanha.
Em vários cadernos, durante longos anos, Gabriel fez anotações cotidianas sobre sua vida e sobre o que acontecia no Brasil (com as informações que chegavam a ele). Fragmentos destes diários são narrados ao longo do documentário pelo ator Milton Gonçalves. Essas leituras permitem compreender algumas das situações vividas pelos negros no processo que se inicia após o “13 de maio”.

A comemoração pelo centenário da abolição, em 1988, é documentada por Coutinho, que dará ênfase às contradições e paradoxos dos discursos proferidos pelo povo nas ruas do Rio. São entrevistadas pessoas como: Manuel Deodoro Maciel, ex-escravo de 120 anos de idade, a família que criou a escola de samba carioca Cacique de Ramos, menores abandonados e ex-baianas de acarajé. Missas afro, rodas de candomblé e de capoeira compõem as imagens do filme e a narração de Ferreira Gullar.

Com uma narrativa audiovisual pouco linear, a obra de Coutinho proporciona, entre outras coisas, a reflexão sobre o quão incompleta ainda é a aquisição da cidadania efetiva pelos negros após a escravidão. Também leva a refletir sobre como o registro histórico da memória de um povo é fundamental para que identidades e direitos não sejam perdidos.

Após  exibição  haverá debate sobre o filme mediado por convidado especial.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fotos da exibição do filme "Besouro"

Confira as fotos da última exibição do cineclube: o filme Besouro, com debate e apresentação de roda de capoeira com o capoeirista Bombom e os contramestres Alemão e Pezão.

http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=12533891097697455942&aid=1271586656


domingo, 4 de abril de 2010

Besouro


 08 de abril | quinta-feira | 19h30


Da capoeira nasce um herói...

Besouro (Ailton Carmo) foi considerado um dos maiores capoeiristas de todos os tempos. Quando menino, se identifica com o inseto que desafia as leis da física com seu voo. A partir de então, ele mesmo passa a desafiar as leis do preconceito e da opressão dominantes após o regime escravista, no Recôncavo baiano dos anos de 1920.
O filme não é um documentário sobre a vida de Manuel Henrique Pereira - o Besouro - mas sim uma ficção que envolve aventura, paixão, misticismo e coragem. Foi baseado em histórias imortalizadas por gerações que sempre fizeram questão, nas rodas de capoeira, de recontar os feitos desse corajoso jovem negro. Protegido pelas forças da natureza, Besouro lutava contra a exploração dos patrões, e também combatia a repressão policial a diversas formas de expressão da cultura afro-brasileira e à liberdade recém-conquistada pelos negros.
O capoeirista Ailton Carmo estreia no cinema como Besouro, juntamente com um jovem e competente elenco de atores brasileiros, dirigidos e treinados por consagrados profissionais - entre eles, Dee Dee, especialista oriental em artes marciais para o cinema, que trouxe leveza e agilidade às cenas de ação, como em Kill Bill, Matrix e O Tigre e o Dragão.

Após a exibição haverá apresentação de roda de capoeira e debate com o capoeirista Bombom (Jailton P. Santos), instrutor no projeto Quilombinho e Escola da Família, e com seus convidados, os contramestres Alemão (Marcos André Matos) e Pezão (Tiago Taraboreli), fundadores do Grupo Atitude Brasil.
 
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